Para combater a dengue, você e a água não podem ficar parados.
O dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus (existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue:
DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.
O dengue clássico se inicia de maneira súbita e pode ocorrer febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas costas. Às vezes aparecem manchas vermelhas no corpo. A febre dura cerca de cinco dias com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na boca, na urina ou no nariz. Raramente há complicações.
O que é Dengue Hemorrágico?
Dengue hemorrágico é uma forma grave de dengue. No início os sintomas são iguais ao dengue clássico, mas após o 5º dia da doença alguns pacientes começam a apresentar sangramento e choque. Os sangramentos ocorrem em vários órgãos. Este tipo de dengue pode levar a pessoa à morte. Dengue hemorrágico necessita sempre de avaliação médica de modo que uma unidade de saúde deve sempre ser procurada pelo paciente.
Qual a causa?
A infecção pelo vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, uma espécie hematófaga originária da África que chegou ao continente americano na época da colonização. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.
Como tratar?
Não existe tratamento específico para dengue, apenas tratamentos que aliviam os sintomas.

Mais informações: 0800 61 1997 • www.saude.gov.br
Ministério da Saúde faz alerta contra o mosquito da dengue
O Ministério da Saúde lançou, em novembro do ano passado, a campanha "Brasil unido contra a dengue" para conscientizar a população e os administradores públicos da necessidade de manter ações de combate preventivo ao mosquito transmissor da doença, diante das previsões de um verão com chuvas acima da média e altas temperaturas - condições ideais para a proliferação do vetor. Uma caravana percorreu as regiões de maior risco do País; R$ 1,02 bilhão foi destinado ao custeio de atividades de vigilância sanitária, com repasses para Estados e municípios; e um estoque de medicamentos, inseticidas, larvicidas, equipamentos para combater a doença e kits de diagnóstico foi feito para atender os governos locais.
Nas primeiras semanas do ano, no entanto, a doença voltou a colocar todo o País em alerta e, além da evolução acelerada do número de casos, voltou a aparecer o tipo 1 da doença. Esse vírus é associado a grandes surtos epidêmicos e provoca aumento significativo do número de internações de pacientes, ameaçados por infecções. Como o vírus estava extinto desde a década de 80, os brasileiros nascidos de lá para cá não tiveram contato com o tipo 1 da dengue e, portanto, não desenvolveram imunidade ao vírus.
Nos últimos dias, os relatórios divulgados por Secretarias da Saúde de todo o País mostram que a campanha de orientação e os recursos colocados à disposição para o combate à dengue não deram os resultados esperados. Focos da doença foram confirmados em todos os Estados. Já em janeiro havia quadruplicado o número de casos em São Paulo, o Estado mais bem preparado para o combate à doença.
No restante do País, mais de cem municípios entraram em alerta na semana passada. Em Mato Grosso, o total de doentes já ultrapassa os 15 mil - em apenas uma semana foram registradas 2.841 novas ocorrências da doença. Em Campo Grande, a incidência aumentou 4.200%. Acre, Goiás (10 mil casos somente em Goiânia), Mato Grosso do Sul (cerca de 8 mil casos) e Rondônia, além do Distrito Federal, também declararam situação de epidemia. Em Rondônia, na primeira semana do ano, o aumento no número de casos chegou a 2.182%, quando comparado ao mesmo período de 2009. Em Porto Velho, houve 2.210 casos.
A epidemia, portanto, está de volta, como resultado de políticas descontinuadas de combate à doença nos municípios - os responsáveis pelas ações de prevenção da dengue. Segundo o Ministério da Saúde, em 2009, houve queda de 34,2% no número de casos, em relação a 2008. De janeiro a dezembro do ano passado, foram feitas 529.237 notificações, ante 803.522 em 2008. Esses números auspiciosos podem ter levado as autoridades municipais de saúde pública a baixar a guarda, relaxando a vigilância sobre os pontos de risco nas cidades.
O mosquito tem uma grande capacidade de adaptação às condições do ambiente. O combate à dengue, portanto, tem de ser permanente. Além disso, basta que 1% dos domicílios de um bairro apresente larvas do mosquito transmissor para que uma epidemia se instale no local.
O governo federal colocou recursos à disposição dos municípios. Antes disso, em julho, lançou as Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, documento elaborado em parceria com Estados e municípios para padronizar as ações de vigilância e assistência em saúde para todo o País. Portanto, deve o governo federal exigir das administrações municipais resultados diametralmente opostos aos registrados até agora.
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